Rio Guadiana
O rio Guadiana nasce a uma altitude de cerca de 1700 m, junto às Lagunas de La Ruidera, na província espanhola de Albacete e desagua no oceano Atlântico, entre a cidade de Vila Real de Santo António e Ayamonte (Espanha).
Um dos três grandes rios luso-espanhóis, o rio guadiana percorre uma extensão de 829 km. O rio é navegável nos últimos 68 Km, de Mértola até a foz, variando a sua largura entre 100 e os 500 metros.

O rio Guadiana faz por duas vezes fronteira entre Portugal e Espanha, entre o rio Caia e a ribeira de Cucos e depois desde o rio Chança até à foz, percorrendo 260 Km em Portugal, dos quais 110 servem de fronteira com Espanha.
A bacia hidrográfica do rio Guadiana tem uma área de 66.800 km² , em território português corresponde a 17 % e no espanhol a 83 %.

O efeito da maré faz-se sentir até às Azenhas de Mértola, a cerca de 70 Km da foz. Todavia, considera-se apenas como estuário a zona entre a foz e o Pomarão.
A designação actual do Rio Guadiana deriva da união do vocábulo árabe para rio (Uádi) com o nome dado ao rio pelos romanos (Ana ou Anas).

No período da ocupação romana (entre o séc. II a.C. ao séc. V), os recursos mineiros da região eram explorados e transportados pelo Rio Guadiana. O Guadiana viria a transformar-se em fronteira entre Portugal e Espanha após a ocupação cristã (séc. XIII) e da Andaluzia (séc. XV).

Nos finais do séc. XIX, transformou-se num importante porto de entrada de barcos de pesca marítima para abastecer as fábricas de conservas.
Actualmente as duas margens do Rio Guadiana são utilizadas maioritariamente por embarcações de recreio.
